quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Trabalho infantil

E eu que me indignei quando Silvio Santos fez a pequena Maysa chorar. Mal sabia eu que Senior Abravanel poderia ser considerado no máximo um pai que não sabia brincar, perto do que preparava a Rede Globo de Televisão, no texto a seguir tirado do site Observatório da Imprensa, meus nobres leitores entenderão. Tenha paciência o texto é longo mais muito atrativo.



VIVER A VIDA
O que os olhos não veem




Não há nada melhor que viver a vida neste meu Brasil brasileiro onde o coqueiro dá coco. Ao menos na teoria, viver a vida é bom. Ora, ninguém pode afirmar que o bom é viver a morte, e se existe vida há que se viver. Nada mais óbvio. Marca do novelista global Manoel Carlos, a obra em andamento conta também com histórias reais de superação e tudo contado na eternidade dos 60 segundos logo após o último bloco do capítulo diário de Viver a vida, a novela.

Em breve a novela seguirá para seu fim e até o momento quase nada tem sido escrito por especialistas da mídia sobre as aberrações que o folhetim apresenta. Mau-caratismo, traição, adultério, ciúme, inveja, alcoolismo e uso de drogas se apresentam no horário nobre toda santa noite como aperitivo antes do desbunde geral em que se transformou o que já não era bom, o famigerado Big Brother Brasil.

As "vinhetas de superação" trazendo ao horário nobre gente sofrida, abandonada, envolvida nas drogas ou no crime, pessoas portadoras de necessidades especiais e vítimas de todo tipo de violência, testemunham como foi bom ter dado a volta por cima. Porque nesse horário somente essas pessoas sabem como é viver a vida, enfrentar os desafios, superar as debilidades. Na novela tudo é caricato, tosco e apelativo. Personagens quando choram parecem estar gargalhando por dentro, e quando falam de amor optam pelo desamor, focam as desilusões e nossas pequenas tragédias humanas.

A realidade no folhetim é absolutamente virtual. Basta ver a favela de Viver a vida. Tem até jantar à luz de velas. Balas perdidas? Existe isso? Onde? Quem? O hospital do Dr. Moretti é imenso pátio de diversões onde os médicos estão sempre na lanchonete, colocando em dia seus problemas amorosos e nunca incomodados por pacientes alquebrados, gente entre a vida e a morte como é tão comum e mesmo rotineiro em hospitais. A pousada de Búzios tem clima de Copacabana Palace. Tudo na pousada é muito limpo, decoração de primeira, natureza exuberante, ninguém parece trabalhar mas tudo está sempre nos trinques e hospedes que é bom, se existem, não dão as caras. Faltou a Manoel Carlos a vivência de um feriadão em pousada de Salvador, Porto Seguro, Natal ou Florianópolis.

Trabalho infantil

Viver a vida é um vale de lágrimas do início ao fim. As pessoas choram sem parcimônia. E com gosto. Há aquela que chora porque não consegue parar de beber. Há aquela outra que chora porque está tetraplégica. Outra chora porque não consegue consumar o adultério. Há quem chore porque é abandonada pelo noivo há poucas horas do casamento. Outra chora porque o marido não aceita conviver em harmonia com os enteados, filhos do primeiro casamento. Tem quem chore porque a irmã tetraplégica recebe mais atenção da mãe e das irmãs. Há quem chore porque os filhos gêmeos estão apaixonados pela mesma pessoa. Tem quem chore por acreditar que uma pessoa tetraplégica não pode fazer ninguém feliz. É o folhetim dos vilões-fashion, gente descolada, rica e que prefere viver a vida na base de quanto mais fútil for a vida, melhor.

Até aqui nada de muito novo. O que não entendo é as autoridades responsáveis pela proteção da infância e da adolescência deixarem uma graciosa menina de apenas 8 anos de idade interpretar uma vilã. É o que acontece com a Rafaela interpretada pela espertíssima Klara Castanho. Vemos todas as noites sua infância sendo roubada. Assistimos impassíveis ao seqüestro de uma inocência que deveria ser preservada, inicialmente por seus pais, depois por essa veículo de comunicação que é uma concessão pública chamada televisão e depois pelo pessoal do judiciário, das tais varas da Criança e do Adolescente.

Rafaela se pinta com as cores da vida adulta, se veste insinuante como é comum aos jovens, é a cara do consumo-mirim sempre instigando sua mãe a comprar isso e aquilo mesmo que não tenha rendimento para tal. O pior nem é isso. O pior é o retrato de criança manipuladora e sensual, chantagista e dona de opinião sobre assuntos bem complexos para mente em formação como é o caso de aborto, mãe esperando segundo filho, vida de mãe solteira e testemunha de tórrida cena de adultério.

Será que ninguém observa nada disso? Será que ninguém vai trazer à mesa a discussão sobre trabalho infantil em programas para público adulto como é uma novela das oito? Será que toda e qualquer manifestação artística é passível de ser exercida por crianças e adolescentes? Pelo andar da carruagem não me causará espanto se em capítulo futuro a pequena Rafaela se transformar em psicopata-mirim.

Mercado e audiência

É que ninguém está nem aí para colocar em prática dispositivos como o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069, de 13/7/1990), calhamaço que conta com impressionantes 267 artigos. Destes faço questão de enunciar apenas seu Artigo 3º:

"A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade."

A caracterização dada à personagem Rafaela faculta à atriz-mirim Klara Castanho seu desenvolvimento "mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade"? A meu ver, se dá exatamente o contrário. Rafaela é tratada como coisa a ser transportada na vida cheia de peripécias de sua mãe Dora; interpõe-se com protagonismo principal na relação de sua mãe com quem poderia ser seu bisavô, o romântico Maradona, dono da pousada; os diálogos de Dora com Rafaela se sustentam em mentiras escancaradas e em meias verdades; os olhares de "brinquedo assassino" de Rafaela ao iniciar sua precoce carreira de chantagista mirim com a principal protagonista do folhetim, Helena, não deixam dúvidas que coisa muito mais escabrosa vem pela frente.

Enquanto a trama se desenrola, Rafaela passa a freqüentar com maior insistência o imaginário de milhões de crianças da mesma idade vindo a se tornar um modelo infantil a ser seguido com toda sua carga de manipulação e astúcia poucas vezes vista em personagens adultas. E não encontramos contraponto. Isso acontece porque levantar qualquer bandeira que vise proteger a integridade moral e a dignidade de uma criança explorada por um folhetim global é quase cometer crime de lesa-pátria. E não faltarão pessoas a torcerem o nariz para esse meu texto sob o pretexto de que seria incitação à censura. Nada mais ridículo que isso.

O ponto é que enquanto o Deus-Audiência estiver em seu trono nada poderá mudar. Nem que preceitos constitucionais sejam violados e que sejam arquivadas no baú das coisas imprestáveis imagens de crianças inocentes, bondosas, cheias de compaixão, educadas, inteligentes, respeitadoras dos mais velhos... e tantos outros predicados do tempo em que andar a pé era novidade.


Por Washington Araújo em 16/2/2010

visite o site do Observatório de Imprensa

www.observatoriodaimprensa.com.br

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Amarildo começa a semana com dor de cabeça para montar time do Comercial após contusões no jogo do fim de semana.

Conheci o Thiago Lopes de Faria, no Estádio Morenão no feriado e a boa surpresa foi saber que além de filho de um dos maiores comunicadores do rádio sul-mato-grossensse, o rapaz entende muito de futebol, e à partir de hoje colabora com o Blog.

Confira aí o texto do rapaz:

O Técnico Amarildo de Carvalho,começa a semana com várias dúvidas para a próxima rodada do Campeonato Estadual.Tudo por conta de 3 contusões de titulares no último jogo, empate diante do Ms Saad por 3 a 3 no último sábado no Morenão.

Jéferson com estiramento muscular e Tainha com dores de cabeça estão fora do jogo.Já Rodrigo Goiano é dúvida pois saiu com dores no músculo adutor da coxa,mas volta a treinar essa semana.

Já Tainha,depois do susto do choque de cabeça com Samuel,segue em recuperação,mas não treinará essa semana devido ao inchaço no local da pancada.O jogador volta a treinar só na próxima semana e sem cabeceios para melhor recuperação no local.

Para os lugares de Jéferson,Amarildo de Carvalho deve escalar Fernando Vicentini ou Jocelmo e na de Tainha,Chulapa deve ser o escolhido.

O Comercial encara o Serc Chapadão na próxima rodada,em local,data e horário a serem confirmados.

Por Thiago Lopes de Faria

É o rapaz promete, não é apenas filho do Escaramuça...além de tudo, é o Thiago.

Mano adia lista, mas revela: Danilo está quase fora da estreia


Surpreso com a velha nova careca do Fenômeno, o torcedor corintiano terá de esperar um pouco mais para finalmente conhecer a famosa lista contendo os nomes dos 25 jogadores que serão inscritos na primeira fase da Libertadores da América, obsessão alvinegra no ano do centenário. Mas ficou sabendo nesta terça quem não deverá estar em campo na estreia da competição, dia 24, ante o uruguaio Racing: Danilo.

Em entrevista coletiva concedida no Parque São Jorge antes da viagem para Jaguariúna, local do treino preparatório para o confronto contra o Mogi Mirim, válido pela nona rodada do Campeonato Paulista, o técnico Mano Menezes adiantou que o ex-são-paulino não enfrentará o Sapão e o Rio Branco e que também tem pouquíssimas chances de encarar os uruguaios.


Um jornalista pediu licença ao técnico Mano Menezes e leu para o treinador uma lista contendo 24 nomes que teoricamente seriam os escolhidos para disputar a Libertadores. Ao ouvir atentamente a relação com apenas uma vaga em aberto, o gaúcho sorriu: "Não pensei tão detalhadamente assim, mas é uma boa lista essa sua".

Os nomes citados foram os seguintes: Felipe, Júlio César e Rafael (goleiros), Alessandro, Roberto Carlos, Balbuena e Escudero (laterais), Paulo André, Leandro Castán, William e Chicão (zagueiros), Marcelo Mattos, Ralf, Edu, Tcheco, Jucilei, Danilo, Elias, Defederico e Jorge Henrique (meio-campistas), Iarley, Souza, Dentinho e Ronaldo (atacantes). Nesse cenário, brigariam pela última vaga Dodô, Edno, Boquita, Moacir e Morais.

Destaques


O destaque negativo ou no mínimo preocupante fica por conta do atacante Tainha, o veterano goleador vinha bem...dando piques de garoto e passes de craque que todos sabemos que ele é...mas a pancada na cabeça em choque com um jogador do Saad pode prejudicar o futuro do sósia do cantor Daniel.


Positivamente podemos destacar Welington Silva, que começou o campeonato marcando contra e já fez três a favor, dois deles golaços.


No jogo do Saad, refrigerante pra imprensa e cabines especias recebendo convidados nem tão especiais. Francisco Cesário, tava lá.

...de volta...

...sim mesmo com o Twitter, com meu site www.portalmsnoar.com.br e com as assessorias, Rádio da Gente e outras, resolvi voltar ao blog. O motivo. Explico. Fui ao Morenão narrar um jogo pra GazetaMS e acho que o mosquitinho do futebol fez estrago...a qualidade técnica de União, Comercial, Aquidauanense e Saad me conquistaram...o campeontato está muito bom, mas atenção a reformulação no quadro de arbitragens merece cuidados especiais. Gilberto Almeida é uma pessoa de quem gosto muito. Por isso mesmo quero enxergá-lo agora como árbitro. Bem amigos (não sou o Galvão...rs) mas é isso...volto...prometo...