terça-feira, 3 de julho de 2012

Jade chora, abre mão de exigências e pede uma chance por Londres

Excluída da Seleção Brasileira de ginástica artística que vai disputar os Jogos Olímpicos de Londres por conta de disputas contratuais, a ginasta Jade Barbosa se emocionou ao pedir mais uma chance aos dirigentes da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), em entrevista coletiva nesta terça-feira. Com lágrima nos olhos, a atleta afirmou que abre mão das exigências para ir à Olimpíada.

"Resolvi assinar este contrato porque foram muitos investimentos, muito trabalho e muitos sonhos que não podem ser abandonados por cláusulas contratuais. Se a Confederação me der a oportunidade, vou estar à disposição. Quero muito ir à Olimpíada. É um sonho para o qual estou preparada", afirmou Jade Barbosa, em evento na sede do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Jade não irá à Olimpíada por conta de divergências entre ela e um dos patrocinadores da Confederação de Ginástica, o que tem causado imbróglio que impediu a assinatura de um contrato exigido pela CBG. Depois de ser divulgado o corte da atleta, Jade anunciou a assinatura do acordo, mas o termo não foi aceito pela entidade.

A ginasta deveria ter se apresentado na semana passada no Centro de Treinamento da Ginástica (Velódromo), no Rio, para etapa de treinos antes do embarque da equipe para Ipswich (Inglaterra), daqui a uma semana, para período de aclimatação. Mas não apareceu e, como também não havia assinado o termo de compromisso de utilização do uniforme da confederação, foi cortada.

A ginasta não quis entrar em detalhes sobre que cláusulas do contrato proposto pela CBG a incomodavam. "Agora isso não faz mais sentido. Já estou cedendo. Não é valor, não é patrocínio, são questões administrativas", explicou Jade, que também preferiu eximir suas colegas de seleção de qualquer responsabilidade. "Acho que elas nem entendem direito o que estava acontecendo. Elas me deram apoio, mas cada uma tem seus objetivos pessoais."


Terra


"Tande não foi um grande marido", diz Lisandra Souto a revista

Em entrevista para a revista Contigo, a atriz Lisandra Souto, 37 anos, disse que seu ex-marido, o ex-jogador de vôlei Tande, "não foi um grande marido, mas é um excelente pai".

Escalada para voltar à televisão na próxima novela da autora Glória Perez, Salve Jorge, que estreia em outubro, Lisandra afirmou que está pronta para recomeçar a sua vida de solteira. Separada de Tande desde o início de junho, ela disse que não se arrepende da decisão que tomou. "Teria me arrependido de tudo se não tivesse meus filhos. Mas, apesar do que estou passando, estou pronta para recomeçar".

"Nenhuma separação acontece da noite para o dia, e posso dizer que a minha decisão foi muito bem pensada. Fiquei uns dois anos analisando. Acho que todo mundo deve viver bem e feliz. Nesses 15 anos, fui extremamente fiel e dedicada. Saio do meu casamento com a cabeça muito erguida, sabendo que fiz de tudo para dar certo. Mas isso não pode ser unilateral e sim bilateral. Da parte dele, perguntem a ele. Só posso falar por mim, e digo que realmente fui muito correta", desabafou a atriz.

Segundo Lisandra, a separação foi tão bem planejada, que não existe a menor possibilidade de reatarem o casamento. "Quando achei que tinha chegado o momento, conversamos e tirei a aliança para nunca mais colocar de volta. Eu já tinha dito para ele que, quando tirasse, seria uma vez só. Por isso que voltar ou ter um revival jamais acontecerá. Eu jamais voltarei para o Tande, não há a menor chance".

Apesar da relação distante, Lisandra garantiu que o ex-jogador é um pai exemplar. "Nem sei onde ele está morando. Só sinto falta dos meus filhos, quando vão para o pai. Mas fico tranquila porque tenho certeza de que estão sendo muito bem cuidados. Tande não foi um grande marido, mas é um excelente pai", concluiu.

Terra

sábado, 16 de junho de 2012

Lista da corrupção com nomes de Dantas e Maluf respinga em Gilmar Mendes


A lista com os casos de corrupção mais gritantes entre 1980 e 2011, divulgada sem muito alarde por segmento do Banco Mundial (Bird), na noite passada, repercutiu na manhã desta sexta-feira em mais um episódio negativo para o ministro Gilmar Mendes, que tem permanecido no noticiário por conta de suas declarações sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois por uma briga entre sócios e, agora, por ter sido citado em um documento internacional como o magistrado que liberou dois Habeas Corpus (HC), em questão de horas, para o banqueiro Daniel Dantas.

Entre os escândalos listados no estudo do Bird estão registrados seis episódios brasileiros. O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) segue no topo da escala, com duas citações, seguido dos banqueiros Daniel Dantas e Edemar Cid Ferreira; do ex-subsecretário de Administração Tributária do Rio de Janeiro Rodrigo Silveirinha Correa; e da ex-executiva de contas do Valley National Bank, Maria Carolina Nolasco.

Em sua crônica diária, na internet, o jornalista Paulo Henrique Amorim, lembra que o ministro Mendes concedeu “dois HCs ao Dantas, em 48 horas, ao ignorar um vídeo que comprova que Dantas tentou passar bola a agente da Polícia Federal. Pois, foi exatamente essa ‘passação’ de bola que o Gilmar (Mendes) ignorou um dos atributos que conferiram a Dantas a estatueta do Oscar da Corrupção, segundo essa desmoralizada instituição, o Banco Mundial”.

O estudo do Banco Mundial sobre a corrupção reuniu mais de 100 casos com o uso indevido de ao menos uma entidade legal ou instrumentos jurídicos para ocultar seus beneficiários e dissimular a origem, o destino e as etapas intermediárias de movimentação das quantias desviadas. Na maioria dos casos, o valor movimentado se igualava ou passava de R$ 1 milhão, na época do esquema. As informações do projeto, batizado de Grand Corruption Cases Database, podem ser acessadas aqui.

Pena anulada

Dono do banco Opportunity, Daniel Dantas e a irmã dele, Verônica Dantas, são acusados de lavagem de dinheiro no Reino Unido e nos EUA, com a operação de um fundo de investimentos, do qual – de forma transversa – também participou Verônica Serra, filha do candidato tucano a prefeito de São Paulo, José Serra, segundo denúncia publicada no best seller A Privataria Tucana. De acordo com a acusação, Dantas teve R$ 46 milhões bloqueados no Reino Unido.

O banqueiro também figura na lista por ter sido condenado, em 2008, a 10 anos de prisão pela tentativa de suborno a um delegado durante a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, realizada contra crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e sonegação fiscal. Dantas teria oferecido US$ 1 milhão para que seu nome e o de integrantes do Opportunity fossem retirados do inquérito. Foi nesta ocasião que recebeu os HCs do ministro Gilmar Mendes. Em 2011, a pena foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça, mas o processo ainda permanece ativo no Judiciário.

Maluf, velho conhecido

Ex-prefeito e ex-governador de São Paulo, Paulo Maluf foi acusado pela Promotoria de Nova York, EUA, de “conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado”. A Promotoria aponta que foram desviados recursos do projeto da avenida Água Espraiada, na capital paulista, e que os valores roubados foram transferidos para uma conta bancária em Nova York. Depois, os recursos teriam sido repassados para uma conta nas Ilhas Canal, no Reino Unido. O procurador-geral do condado de Nova York apontou que R$ 140 milhões passaram pela principal conta de Maluf no Banco Safra, em Manhattan.

A segunda citação a Maluf se refere também à suspeita de superfaturamentos e desvios de obras públicas e remessa de valores a paraísos fiscais. No caso, parte dos valores teriam sido remetidos à Ilha Jersey, no Reino Unido, por meio de duas empresas que seriam de propriedade de Maluf e seu filho. Foram bloqueados R$ 26 milhões depositados na ilha, destaca o Banco Mundial. As acusações levaram o nome de Maluf à lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). No Brasil, Maluf segue intocável, com um mandato de deputado federal no Partido Popular (PP), eleito por São Paulo.

Paraísos fiscais

Já o fundador do Banco Santos, Edmar Cid Ferreira, foi condenado em 2006 a 21 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro durante a gestão, o que teria levado a instituição financeira à falência, com perdas estimadas em mais de R$ 1 bilhão. Após intervenção do Banco Central, foram descobertas irregularidades na concessão de empréstimos a empresas em dificuldades financeiras no Brasil em troca da compra de títulos e de investimentos em empresas localizadas em paraísos fiscais. Quadros da coleção do banqueiro, avaliados em US$ 4 milhões e que teriam sido adquiridos com recursos do banco, foram localizados nos Estados Unidos e repatriados em 2010.

Edemar Cid Ferreira mora na casa de um amigo, ao lado da mansão de 4 mil m2, avaliada em R$ 50 milhões, onde viveu por 23 anos e acabou despejado por falta de pagamento de aluguel – uma dívida de R$ 1,7 milhão. Aos 66 anos, o ex-banqueiro, por meio de seu advogado, Arnaldo Malheiros Filho, recorre da sentença em liberdade e, segundo ritos e firulas do Judiciário brasileiro, Cid Ferreira ainda poderá ter sua sentença anulada.

O ex-subsecretário de Administração Tributária do governo Anthony Garotinho, no Rio de Janeiro, foi um dos 22 condenados por um esquema de envio de cerca de US$ 30 milhões para a Suíça, em um escândalo que ficou conhecido como Propinoduto, em 2003. Participariam do esquema fiscais da Receita Estadual e auditores da Receita Federal que receberiam propinas de empresas. O fiscal de renda Silveirinha aparecia como dono de depósitos no valor de US$ 8,7 milhões na Europa.

No caso da portuguesa naturalizada norte-americana Carolina Nolasco, ela foi detida em 2002 nos Estados Unidos, acusada de integrar uma rede brasileira de lavagem de dinheiro. A executiva de contas bancárias teria recebido propina para transferir fundos do banco Valley National de forma irregular, em um esquema que envolveria 60 pessoas. Em 2004, ela se declarou culpada das operações ilegais e concordou em devolver US$ 21 milhões depositados em 39 contas do banco Merchants, onde também havia trabalhado.


Correio do Brasil/EA

sábado, 2 de junho de 2012

Tite não gosta, mas Timão tem o jeitão do Chelsea mesmo


Se alguém colocar o Paulinho de frente a um espelho e, em outro lugar, puserem o Drogba de frentre a outro espelho, as imagens irão se confundir. Não é loucura, não. O Corinthians de hoje é muito parecido com o Chelsea, campeão da Liuga Europa sobre o Bayern de Munique e destruidor de mitos, tais como o Barcelona de Messi.

O Timão é igualzinho. Faz o suficiente para vencer e fim. O técnico Tite não gosta da comparação, mas no fundo sabe que é válida sim. Afinal, tanto Chelsea como Timão jogam pelo resultado e nunca se entregam. Conseguem as coisas no limite. Às vezes jogando mal, sem muita técnica. Negócio é correr atrás do prejuízo com Liedson. Muita gente criticou minha posição quando reclamei da saída de Adriano.

No entanto, Imperador está fazendo falta. Talves funcionasse agora como uma espécie de “Drogba”. Se Adriano estivesse no Timão, poderia sim estar jogando. Claro que teria dificuldades. Mas ele, “sem uma perna” é muito melhor do que Elton e mais imponente do que Gilsinho, por exemplo. Entraria em campo e apavoraria a zaga adversária só pelo fato de estar lá. Ou seja, tinha qualidade. Mesmo assim, na base da aplicação e do esforço, dá para faturar o Santos.

E tenho dito!

Por R$ 1,8 milhão, Adriano faz acordo com Corinthians

O Corinthians confirmou nesta sexta-feira que fechou acordo com Adriano e encerrou a briga judicial que travava com o atacante. O jogador cobrava cerca de R$ 50 milhões do clube referentes ao fim do seu vínculo, que se encerraria agora em junho, mas aceitou receber R$ 1,8 milhão, em compromisso firmado entre as duas partes durante audiência realizada na 89.ª Vara do Trabalho da Barra Funda, em São Paulo. O jogador vai receber também R$ 300 mil de FGTS.

O departamento jurídico do Corinthians preferiu não divulgar os valores exatos do acordo, mas revelou que a quantia será paga em seis parcelas e garantiu que o novo compromisso entre as partes foi amigável. Anteriormente, em março, o clube anunciou que o atleta foi demitido por justa causa, tendo em vista a suposta falta de profissionalismo do atacante, que faltou a vários treinos e sessões de fisioterapia no CT Joaquim Grava.

Na petição inicial do processo trabalhista que moveu contra o Corinthians, Adriano cobrou o pagamento de cerca de R$ 50 milhões, incluindo neste valor uma indenização por danos morais, mas acabou aceitando ganhar bem menos para encerrar de vez essa pendência que tinha com o ex-clube.

O salário que Adriano vinha recebendo do Corinthians estava em dia, mas havia uma briga entre as partes por causa da cobrança de valores referentes aos direitos de imagem. E, com o novo acordo, ele está liberado de vez para se tornar atleta do Flamengo. Na última quarta-feira, o jogador anunciou que iniciaria, na próxima segunda, os trabalhos de fisioterapia no CT do clube carioca. Ele se recupera de cirurgia no pé esquerdo.